O Cristo Crucificado: Está Consumado

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O Cristo Crucificado: Está Consumado” Este é o assunto que vamos estudar nesta semana.

No evangelho segundo escreveu Mateus o capitulo 20 descreve alguns fatos importantes, como: o suicídio de Judas, o julgamento de Jesus, a sua crucificação e sepultura.

Durante sua viagem para Jerusalém Jesus anuncia sua crucificação e morte por três vezes (Mt 16:21; 17:22,23; 20:18).

O Cristo Crucificado: Está Consumado

I – CRUCIFICAÇÃO DE JESUS 

A Vida e o Sofrimento de Jesus Foi Previsto Nas Escrituras Sagradas.

A vida e a obra de Jesus foram relatadas no Antigo Testamento. A morte e ressureição de Cristo, são os fundamentos do cristianismo.

Por esta razão podemos encontrar referência a este respeito tanto no Novo como no Antigo Testamento.

Os Flagelos e Escárnios no Caminho do Gólgota.

O caminho percorrido por Jesus para a crucificação, foi um caminho de dor, tristeza, zombaria à ironia a respeito da sua realeza,

Começou com os líderes religiosos (Mt 26:67), teve continuação com os soldados romanos e oficiais. Depois da condenação de Pilatos (Mt 27:27-31).

Esse caminho ficou marcado por violências e opressão. Ao chegarem ao lugar onde Ele seria crucificado, lhe ofereceram vinho e fel,

uma mistura que tinha um efeito entorpecente, mas, Jesus provando-o não quis tomar.

 A Acusação de Jesus: “Rei dos Judeus”.

Como toda morte de cruz, Jesus ficou pendurado até que o cansaço, as dores, e a exaustão o levassem a morte.

Se a morte não chegasse pela perda de sangue ou pelos flagelos, asfixia o faria. As vítimas deste tipo de morte ficavam fracas

e não conseguia levantar o corpo para respirar e acabavam morrendo asfixiadas. Mateus registra na sua palavra que repartiram suas vestes (Mt 27:35) trazendo uma referência ao Salmos 22:18.

 

II – MORTE DE JESUS

Morte de cruz.

A morte de cruz era desprezada por Judeus e pelos Romanos. Os judeus a rejeitavam por questões religiosas,

para eles a morte de cruz era uma maldição e por isso, os judeus não esperavam um Messias sofredor e muito menos um condenado à morte na cruz.

 “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro,
O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.” (Dt 21:22,23).

Já para os romanos esse tipo de morte era desprezado por questões políticas. Paulo afirma em (Gl 3:13)

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;” fazendo referência a Deuteronômio 21:23.

Já os romanos reservavam a morte de cruz para os inimigos políticos, pessoas rebeldes que se recusassem a obedecer às ordens impostas pelos governantes romanos. Era uma morte tão desprezível que nenhum cidadão romano poderia ser executado desta forma.

A Morte de Cristo Foi Necessária para a Justificação da Humanidade.

O primeiro clamor de Jesus na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Esse clamor demostra grande desespero e faz referência ao Salmos 22:1.

Neste momento Jesus sente a separação de Deus, pois o pecado da humanidade estava sobre si.

Ao ouvir as palavras de Jesus, o povo pensou que Ele estivesse chamando por Elias (Mt 27:47), por este motivo zombaram mais uma vez D’Ele.

Então Jesus Cristo deu seu ultimo suspiro, e suas palavras fazem referência ao Salmos 31:5 “: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.”

A Morte de Jesus Rasgou o Véu do Templo em Dois.

Mateus relata que não só o véu do templo foi rasgado, simbolizando a inacessibilidade do homem à presença de Deus,

com a morte de Jesus o véu se rasgou, nos dando livre acesso ao todo poderoso. Jesus demostra que,

cumpriu toda a lei e os profetas, o sacrifício de Cristo conquistou o direito da justiça perfeita que é dada a todo aquele que crer e aceita o sacrifício vincaria de Cristo

III – O SEPULTAMENTO DE JESUS

 José de Arimateia.

Ele é apresentado pelos evangelhos, como um homem rico, membro do sinédrio, justo e bom e ainda era discipulo secreto de Jesus.

Ao pedir o corpo de Jesus a Pilatos, Mateus informa que ele rompeu a barreira do anonimato. Os discursos de Jesus também alcançaram as pessoas da elite de Israel.

Já no evangelho de João ele informa que Nicodemos também foi com José de Arimateia sepultar Jesus.

Enquanto os discípulos mais próximos de Jesus se afastaram dele logo após a sua prisão, surge outros dois que colocaram em risco sua reputação, sua posição e até sua vida.               

 Jesus é Sepultado em Túmulo Emprestado.

O corpo de Jesus foi envolvido em um pano de linho, José de Arimateia e Nicodemos fizeram uma completa unção do corpo como de costume judaico,

depois ele foi colocado em um sepulcro novo, uma tumba talhada na rocha. João acrescenta que o sepulcro nunca tinha sido usado.

José de Arimateia pode nunca ter tido coragem de seguir a Jesus, mas, agora ele se expõe e entra para a história como o homem que emprestou a própria tumba para sepultar Jesus, o Filho de Deus.

A Guarda do Sepulcro.

Maria Madalena e a outra Maria, permaneceram ali e deram continuidade ao testemunho da morte e sepultamento de Jesus (Mt 27:55,56).

Os sacerdotes também ficaram preocupados com a promessa que Jesus havia feito de ressuscitar ao terceiro dia,

Então s chefes foram a Pilatos pedir que guardassem o túmulo para evitar uma suposta ressureição. Pilatos atende ao pedido, e envia guardas para selar o túmulo.

 

CONCLUSÃO

 

Nesta lição aprendemos que tudo o que Mateus demonstra: o sofrimento, o escárnio e a crucificação de Jesus aconteceram segundo o que estava previsto nas Escrituras Sagradas.

A morte de cruz, que era desprezada pelos judeus e romanos, passou a ser motivo de vitória e vida eterna para todos aqueles que creem, mediante a justificação alcançada por Cristo.

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